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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FORMAÇÃO DE DICÍPULOS PARTE 1 / DANIEL DE SOUZA


I - Jesus e seus discípulos - Para tratarmos sobre a formação de discípulos, temos que aprender com o Senhor Jesus, que começou a fazer discípulos e nos ordenou continuar.


JESUS COMO ESTRATEGISTA

Como vemos Jesus? Muitas vezes nós só vemos Jesus como aquele que falou da parte de Deus, realizou curas, expulsou demônios, ressuscitou mortos, fez muitos milagres, etc. Mas será que vemos Jesus como um estrategista? Vemos como aquele que tinha um alvo e um plano estratégico para atingi-lo.



POR QUE JESUS SE CONCENTROU EM DOZE HOMENS



Jesus, ao concentrar seu trabalho em doze homens, nos revela um plano estratégico. Ele tinha muitos seguidores, mas como poderia cuidar de todo aquele povo, que era como ovelhas sem pastor, e, ao mesmo tempo, dar continuidade à obra que veio realizar da parte do Pai? Ele tinha compaixão pelo povo sem quem o liderasse. O que ele poderia fazer diante de tão grande necessidade? Se não podia tomar conta de todas as pessoas, teria, então, que ter homens que cuidassem delas. Por isso, seu ministério desenvolveu-se mais no cuidado pessoal de alguns homens, para que estes, uma vez cuidados pessoalmente e preparados para a obra, dessem continuidade ao que ele veio fazer. Assim, nasceu o discipulado de Jesus com seus doze discípulos.



O PRINCÍPIO DE DISCIPULADO JÁ EXISTIA O princípio de discipulado empregado por Jesus com seus doze discípulos já existia. As palavras discípulo e fazer discípulos têm sua idéia original, como a raiz do grego indica, na prática da antigüidade dos povos do oriente, de um aprendiz seguir seu mestre e seu ensino. Na palavra de Deus encontramos várias referências deste relacionamento:



Os discípulos de Moisés (João 9:28)



Os discípulos dos profetas (2 Reis 4:1,38)



Discípulos dos levitas-músicos (1 Crônicas 25:8)



Discípulos de João Batista (Mateus 9:14)



Os Discípulos dos fariseus (Lucas 5:33)



Discípulos de Jesus, tendo como primeira referência, dentre muitas outras, (Mateus 5:1)



Os Discípulos de Paulo (Atos 9:25)



4. O PLANO ESTRATÉGICO



Em Marcos 3:14-15, encontramos o plano estratégico de Jesus para desempenhar sua obra: "Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar, e a exercer a autoridade de expedir demônios."



Plano Geral:



Quando lemos o plano de Jesus em Marcos 3:14-15, entendemos que ele chama os doze para estarem com ele, e ao mesmo tempo, os envia a pregar, etc. Mas em 6:7 diz que eles só são enviados mais tarde. Como entender? É que em 3. 13-15, o plano é dado num sentido geral, mas, depois ele é especificado. As duas etapas do plano: No plano estratégico de Jesus há duas preposições: "para", que especificam duas etapas:



Primeira etapa: "para estarem com ele" Compreende os capítulos 3.14 a 6.7



Segunda etapa: "para os enviar a pregar... A partir do capítulo 6.7



Primeira etapa do plano: A primeira etapa do plano estratégico de Jesus era de os discípulos simplesmente "estarem com ele". Vai do capítulo 3.14 até 6.7. Era o começo do discipulado de Jesus. Discipulado para Jesus era isto: os discípulos estarem junto com ele. Era um relacionamento intenso e íntimo. Esta foi a maneira mais eficiente que Jesus encontrou para servir e ensinar seus discípulos. Eles aprendiam vendo Jesus fazer (Atos 1.1) Tudo o que ele queria que seus discípulos fizessem, antes ele dava exemplo. O exemplo é o melhor ensino. Por isso, para Jesus, o discipulado não era mais um método, um programa, um grupo de estudos, uma reunião, uma entrevista. Não, discipulado para Jesus era ele mesmo se dando para seus discípulos. E nesta primeira etapa, os discípulos aprendiam de Jesus para mais tarde praticarem o que receberam. Neste tempo, Jesus estava formando suas vidas e equipando-os para a obra.



Segunda etapa do plano: Depois de os discípulos aprenderem de Jesus, e ainda continuarem aprendendo dele, eles, agora, são enviados à obra. A partir do capítulo 6.7, eles começam a fazer o que aprenderam com Jesus. Eles pregam o evangelho do reino, expelem demônios, curam enfermos (6. 7-30). Mas eles não faziam a obra sozinhos. Jesus os tinha enviado de dois a dois (6.7). Eles estavam vinculados com Jesus, e vinculados entre eles. O vínculo com Jesus é o discipulado; e o vínculo entre eles é o companheirismo. E quando eles voltavam das caminhadas evangelísticas, " lhe relatavam tudo o que tinham feito e ensinado" (6.30). Ele começou sua obra com os doze, atingindo em primeiro, as ovelhas perdidas de Israel, e depois as ovelhas perdidas do mundo.







Deus abençoe

Daniel Souza

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danielsouza@ameprod.com.br

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

FORMAÇÃO DE DICÍPULOS PARTE 2 / DANIEL DE SOUZA


5. A ESTRATÉGIA E OS RECURSOS - ESTRATÉGIA: Já vimos que Jesus se concentrou em poucos homens e os discipulou. É a prática mais eficiente de se formar uma vida e de equipar para a obra.




RECURSOS: nos textos paralelos do chamado e envio dos doze, (Mateus 10.1-4 e Marcos 3.13-19 com 6.7 , 12 , 13, e Lucas 9.1, 2) , podemos dizer que há um tripé, que também se repete em outras situações:



1º) pregação do evangelho do reino;



2º) expulsão de demônios;



3º) cura das enfermidades.



São recursos de Deus para o cumprimento da sua estratégia, concedidos para os apóstolos e para nós. A pregação do evangelho do reino trata com o fim da independência e rebeldia do homem para com Deus, e o começo de uma vida dependente e obediente em tudo a ele.



A expulsão de demônios e a cura das enfermidades tratam com a conseqüência do pecado do homem e a sua libertação destes males.



6. O PRINCÍPIO DOS PEQUENOS GRUPOS



Jesus ensinou e equipou os discípulos, tanto individualmente como juntos. Ele andava, pregava, ensinava, fazia a obra com todos. Assim eles aprendiam com Jesus e uns com os outros. Não fazia uma obra isolada, mas corporativa. É o princípio dos pequenos grupos de discípulos. Os evangelhos chamam o grupo dos discípulos de Jesus: "os doze". É a igreja de dois ou três, doze ou mais discípulos. São as células. É a igreja nas casas. É o modelo de igreja que Jesus deixou para nós seguirmos.



7. RESUMO DA ESTRATÉGIA DE JESUS



Podemos apontar os oito princípios da sua obra (*):



Seleção (Lucas 6:13) = Selecionou doze discípulos para entrarem com ele.



Associação (Marcos 3:14; 6:7 ; Lucas 6:14,15) = Associou os discípulos consigo pelo discipulado, e entre eles, pelo companheirismo.



Consagração (Mateus 11:29) = Esperava que os homens que o acompanhavam lhe fossem obedientes em tudo.



Transmissão (João 17:8) = Transmitiu-lhes tudo o que recebera do Pai.



Demonstração (João 13:15) = Antes de mandar fazer qualquer coisa, dava-lhes demonstração de como fazer.



Delegação (Mateus 4:19) = Deu do seu poder e autoridade para seus discípulos fazerem discípulos dentre o povo judeu, e, mais tarde, dentre todos os povos (Mateus 28:19)



Supervisão (Marcos 6:30) = Quando os discípulos voltavam das caminhadas evangelísticas, davam relatório a Jesus de tudo quanto haviam feito e ensinado, assim Jesus podia ajudá-los, fortalecê-los, aperfeiçoá-los, e prepará-los para as novas tarefas.



Reprodução (João 15:16) = Jesus tinha como meta que seus discípulos reproduzissem outros discípulos, e assim expandissem sua obra.







Deus abençoe

Daniel Souza

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danielsouza@ameprod.com.br

3 ORDENS DE JESUS AOS SEUS DICÍPULOS / DANIEL DE SOUZA


Jesus nos mandou fazer discípulos para Ele. E deixou bem claro que seus discípulos devem aprender a guardar todas as coisas que Ele ordenou.




Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.



Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mt.28.18-20).



Jesus nos mandou fazer discípulos para Ele. E deixou bem claro que seus discípulos devem aprender a guardar todas as coisas que Ele ordenou.



Temos muito que aprender de Jesus, por isto estamos no caminho do reino. Cada lição aprendida, cada ordem obedecida representam passos dados em direção ao alvo.



Nesta pequena reflexão queremos trazer a memória três ordens importantíssimas de Jesus para seus discípulos:



1. Amai-vos (Jo.13.34,35)



A ordem é nos amarmos uns aos outros como o Senhor nos amou.



Entre muitas coisas que já temos ouvido sobre amor, algo define bem esta tremenda ordem de Jesus: “o amor não se baseia em sentimentos mas na vontade comprometida”.



Que assim seja em nossas vidas.



2. Pregai o evangelho (Mc.16.15,16)



Nós fazemos discípulos para pregarmos o evangelho ou pregamos o evangelho para fazermos discípulos?



Discipular e pregar são como dois pés que dão equilíbrio a missão que Jesus nos deu neste mundo.



3. Vigiai (Mt.24.42; 25.13)



A ordem de vigiar visa nos preparar para a vinda de Jesus e o arrebatamento da igreja.



Jesus ensinou que assim como foi nos dias de Noé, o mesmo aconteceu nos dias de Ló. Duas figuras de sua vinda (Lc.17.26,27). No entanto, sobre a mulher de Ló Ele diz: “LEMBRAI-VOS” (v.32). Temos que nos lembrar que ela se perdeu no último momento por falta de vigilância.



Deus abençoe

Daniel Souza

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danielsouza@ameprod.com.br

sábado, 7 de novembro de 2009

DOIS GRANDES INIMIGOS DO RELACIONAMENTO




Dois grandes inimigos do relacionamento


(TG 4:1) De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?

Guerras: é o mesmo que conflitos, brigas, discórdias, inimizades. Segundo este texto, elas procedem dos prazeres, que militam na nossa carne. Na (NTLH) traduz prazeres como “maus desejos”.



Todos esses maus desejos nos impedem de termos boas relações com as pessoas. Eles recebem uma forte influencia de dois grandes inimigos que são: O orgulho e o diabo.

1-O primeiro inimigo é o nosso orgulho:

Orgulho, Arrogância, soberba, altivez tem o mesmo significado. Podemos definir radicalmente todas elas em uma linguagem mais simples, como: amor próprio.

O amor próprio: É a relação que o ser humano tem consigo mesmo. Devemos tomar cuidado com esta relação, porque ela não é benéfica para nós, pois no amor próprio o EU é exaltado e protegido.



Por causa do meu orgulho, tudo deve ser de acordo com aquilo que EU desejo, de acordo com aquilo que eu planejei, segundo o meu conceito. Se não for dessa forma EU fico magoado, frustrado, entristecido, desanimado, EU me sinto ameaçado e tenho uma reação negativa. Minhas expectativas, meus projetos, nada pode me ameaçar, pois eu vou fazer de tudo para me proteger. Através dessa atitude o amor próprio fica exposto e o EU é denunciado. Tudo o que se refere ao amor próprio é nocivo para nós.



É por causa do orgulho que acontecem as brigas, contendas, discórdia entre os irmãos. (PV 13:10) Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. A (NTLH) diz: O orgulho só traz brigas.

A palavra de Deus tem nos mostrado que esta é a causa da ruína de muitos discípulos. Em (PV 16:18) Diz que: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Na (NTLH) este texto é traduzido da seguinte forma: “O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade faz cair na desgraça”.



O alvo da pessoa orgulhosa é satisfazer os seus desejos e também os desejos do diabo. Jesus disse para os fariseus em (JO 8:44) Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos.
Ninguém consegue seguir a Jesus com a atitude de orgulho no seu coração. Certa vez, Jesus convocou a multidão e os seus discípulos e disse: (MC 8:34) Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue. Negar a si mesmo significa: renunciar o orgulho.



2-O segundo inimigo é o diabo:

(JO 10:10) O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

Jesus chamou o diabo de ladrão porque o ladrão tem a intenção de roubar, matar e destruir. E esta também é a intenção do diabo, ele quer roubar, matar e destruir todas as pessoas, mas principalmente os discípulos de Jesus. Infelizmente isso tem acontecido, pois muitos discípulos têm deixado o diabo, roubar, matar e destruir.

Roubar: a paz, os amigos, a fé, a esperança.



Matar: morte significa separação. O diabo quer separar o homem da presença de Deus. Separar os melhores amigos, separar os irmãos, separar as famílias.

Destruir: Tudo o que Deus está edificando.



Temos que deixar de lado toda a discórdia, inimizades, contendas, gritarias, pois onde existem essas coisas, também existem demônios atuando. (EF 4:27) diz que: não devemos dar lugar ao diabo.



Precisamos discernir tudo isso, e rapidamente nos humilharmos e nos reconciliarmos com as pessoas, pois só assim podemos experimentar o poder de Deus. Paulo declarou em (GL 5:24) que os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.

(EF 4:31-32) Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

No amor de Jesus



Daniel Beda.










VIDA DE LOUVOR

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